IA assistiva

Quando a IA aparece bem, parece memória — não automação.

A IA é uma assistente que lê sua narrativa e destaca o que acha relevante. A decisão clínica é sempre sua.

Como funciona no atendimento

  1. 1

    Você escreve a consulta normalmente.

  2. 2

    O sistema lê o que você digitou e, após uma pausa de 2–3 segundos, aparecem chips sugerindo salvar dados estruturados com um clique.

  3. 3

    Você decide: o chip não salva nada sozinho — você confirma ou ignora. Se ignorar, ele some e não volta naquela consulta.

IA sugeriu a partir da sua evolução: CID E28.2 · confiança alta Confirmar
Chip azul

Mecânico e certeiro — vitais detectados por regras: peso, PA, FC, temperatura.

Chip cinza

Inteligente — pede revisão antes de confirmar.

O que a IA detecta

Medicações mencionadas

Integram com a lista de medicações em uso (Mevo).

CID-10

Implícito no contexto clínico.

Exames a solicitar

Mencionados no texto.

Follow-up / retorno

"Voltar em 3 meses" vira pendência clínica sugerida.

Ações por chip

Confirmar

Abre um mini-formulário pré-preenchido; o dado entra no prontuário com registro de que foi sugerido por IA e confirmado pelo profissional.

Dispensar

Some, não registra nada.

Reportar

Feedback direto para calibração.

Confiança declarada

ALTA MÉDIA BAIXA

Cada chip mostra confiança Alta, Média ou Baixa — qualitativa de propósito: porcentagem em chip clínico induz falsa precisão.

Controle e consentimento

Controle

Toggle "IA ligada/desligada" por consulta; configuração permanente disponível.

Consentimento (LGPD)

A IA só funciona para pacientes que consentiram: consentimento explícito coletado na recepção, revogável a qualquer momento. Processamento seguro por fornecedor externo — Anthropic — sem uso dos dados para treinamento de modelo.

É extração, não interpretação

A IA não sugere diagnósticos que você não escreveu, não recomenda condutas, não interpreta exames além do texto e não cria tarefas sozinha.

O raciocínio clínico continua sendo do profissional.

Seção técnica

As 4 camadas

  1. 1

    Terminology Engine

    O dicionário canônico: DM2 = diabetes mellitus tipo 2 = CID E11; metformina = Glifage = DCB ANVISA; HbA1c = LOINC 4548-4.

  2. 2

    AI Detection Layer

    Lê a narrativa e sugere estrutura; nada é salvo sem confirmação.

  3. 3

    Knowledge Graph

    Relações entre conceitos (metformina trata DM2; HbA1c monitora DM2) para contexto longitudinal.

  4. 4

    FHIR API

    O idioma universal: troca de informação com laboratórios, hospitais e redes de saúde (interoperabilidade padrão internacional).

IA com princípios

O que a IA faz

  • Recupera contexto antes da decisão.
  • Resume a trajetória quando o caso reabre.
  • Aponta o que merece atenção, entre o ruído.
  • Sugere estrutura a partir do que você escreveu.

O que a IA nunca faz

  • Não decide condutas.
  • Não emite diagnósticos.
  • Não substitui raciocínio clínico.
  • Não salva nada sem a sua confirmação.